sábado, 5 de março de 2011

TAM LUCRA,MUDA,DESMENTE

Semana dedicada à Tam pela imprensa.Há notícias da aéreas de todo tipo,mas todas positivas.
Em primeiro lugar foi divulgado que em 2010 ele teve um lucro líquido de R$ 637,4 milhões, bem menor (48,9%) daquele de 2009, mas sempre lucro é. Segundo o presidente da empresa, em 2009 os números foram beneficiados pela apreciação do real frente ao dólar, mas o resultado de 2010 reflete melhor a performance da empresa.
E há bastante otimismo na Tam, demonstrado pela encomenda de mais aviões à Boeing e à Airbus, por um valor estimado de US$ 3,2 bilhões.Se trata de 2 Boeings 777-300 e de nada menos de 32 Airbus, dos quais 22 A320neo, anunciados pela construtora européia com mudanças no modelo original, incluindo menor consumo de combustível.A aérea informou também  que, em vista da situação internacional e de seus possíveis reflexos sobre o custo do querosene de aviação, fez cobertura com hedge de 25% do seu consumo de combustível nos próximos12 meses, ao preço de US$ 87 por barril, e de 15% de seu consumo estimado entre janeiro de 2012 e março de 2013 ao preço de US$ 93 por barril.
Entretanto, a Tam recebeu a "anuência prévia" da Anac para a transferência das ações representativas do seu capital, mais um passo a favor da união com a Lan chilena, enquanto em Santiago era anunciada uma simbólica ação de proteção à concorrência de parte de um tribunal chileno, que decidiu conduzir uma investigação para verificar quais as consequências  da fusão sobre os usuários.A parte burocrática avança e  há a previsão de que as autoridades dos dois países estejam trabalhando para viabilizar o acordo ainda neste primeiro semestre.Vale lembrar que pelo documento a Tam  ficará com 80% das suas ações com direito a voto,enquanto as duas famílias controladoras ,respectivamente a Amaro e a chilena Cueto, terão 13,5% e 24% da nova Latam.Caberá aos acionistas do bloco de controle equilibrar o poder de voto das partes.
No Brasil, a empresa brasileira decidiu chamar de Vice-presidência Comercial e de Alianças  a sua ex- Vice-Presidência Comercial e de Planejamento,enquanto confiava a Nelson Shizado a nova Diretoria Executiva de Planejamento Integrado, dedicada exclusivamente a esse setor.
Por fim, desmentindo vozes recorrentes, publicadas inclusive pelo jornal português "Sol" no domingo passado (que chegou a informar que as negociações estavam em fase avançada e seriam concluídas até o final de maio), Marco Antonio Bologna,presidente da Tam, negou haver interesse da sua empresa, mas apenas curiosidade para conhecer de antemão os detalhes dos editais de privatização da Tap, em fase de elaboração pelo governo português. Ele afirmou "Não estamos negociando nada com relação à Tap, pois estamos fazendo com a Lan uma das maiores fusões da história da aviação mundial , e os esforços estão concentrados nisso".

Um comentário:

  1. Muito oportunamente o presidente da Tam disse que o pedido de 34 aviões "tem flexibilidade".Ou seja que os prazos de entrega podem ser revistos,caso o aumento da demanda não corresponda ao da frota.Todavia, a não ser que a empresa decida entrar firme nos mercados do exterior,o mercado nacional não comporta uma frota tão numerosa.

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