sábado, 19 de março de 2011

LUTANDO CONTRA A RADIAÇÃO ATÔMICA

Em Fukushima há o complexo nuclear que durante a passada semana ameaçou o Japão e o mundo.Seus reatores podiam explodir a qualquer momento e, para tentar evita-lo, era necessário manter a sua temperatura interna a mais baixa possível.Agua de preferência, bombeada com força sobre as instalações, agua do mar pois era a mais fácil, em termos, para coletar.E havia necessidade, também, de reconectar um cabo de energia, que talvez poderia ligar o sistema apagado, do qual dependiam a pressão e a temperatura certa, para que o sistema produzisse a energia  necessária.
Somente homens corajosos poderiam ter a coragem de se aproximar dos reatores para bombear a agua em suas instalações prestes a explodir e já emitindo gases e partículas nucleares mortais. Não há comparação possível para tentar imaginar se, num outro país, essa centena ou mais de pessoas, trajadas com pesados uniformes de proteção, luvas e máscaras,capacetes e tanques de oxigênio, seriam encontradas tão rapidamente como aconteceu no Japão. Pouco se sabe sobre suas identidades, sexo,profissão. Mas foram vistas lutar, entrando e saindo rapidamente nas instalações, armadas de bombas sob enorme pressão da agua, que orientavam na direção dos reatores em investidas de pouco mais de uma dezena de minutos. Por horas e dias, tenazmente se alternavam, em nome do país e das vida de milhares de seus concidadãos que pretendiam salvar de morte certa,e terrível.
Alguém os comparou aos kamikazes, aqueles pilotos que vimos nos documentários e nos filmes de ficção se arremessar com suas aeronaves contra os navios inimigos,durante a última guerra mundial.Se suicidavam para
salvar  a pátria numa guerra que estava sendo perdida. Mais nobres ainda, os integrantes atuais de uma tropa de elite possível candidata ao suicídio, pretendiam salvar milhares de vidas e, sem dúvida, conseguiram faze-lo.Em nome da pátria e da humanidade.

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