domingo, 13 de março de 2011

RESERVAS DE PETRÓLEO NO BRASIL E NO MUNDO

No ano passado o Brasil viu aumentar suas reservas provadas de petróleo: de 12,876 bilhões em 2009, passaram para 14,246 bilhões, com um crescimento de 10,65%.Paralelamente aumentaram também as reservas de gás natural : de 367 bilhões de metros cúbicos subiram para 423 bilhões.Quanto ao petróleo acumulado, as reservas chegaram a 28,467 bilhões de barris e as de gás a 824 bilhões de metros cúbicos, com crescimentos  em volta de 35%.
São números expressivos, num período de valorização do barril de petróleo - atualmente em volta de US$ 115 nos mercados dos EUA - mas ainda bastante longe das reservas dos grandes produtores mundiais. Argélia e Qatar, com cerca de 15 bilhões de barris cada, são os que possuem reservas mais próximas aquelas do Brasil. Do outro lado se encontram os maiores: a Arábia Saudita com cerca de 300 bilhões de barris de reserva,seguida pelo Canadá (180 milhões), pelo Irã com estimados 140 bilhões, pelo Iraque (120 bilhões),pelo Kuait (110 bilhões) e pelos Emirados Árabes Unidos e Venezuela (100 bilhões cada)
As exportações dependem em grande parte da produção dos países do Oriente Médio, com destaque para a Arábia Saudita (mais de 10 milhões de barris por dia), mas também a Líbia, Argélia e Nigéria( cujas reservas totalizam cerca de 100 bilhões de barris) tem, junto com a Russia (60 bilhões de barris de reserva), grande importância no abastecimento , por serem os principais fornecedores de vários países europeus.
O temor de que a situação em alguns países afete a oferta de petróleo nos mercados mundiais,causando o aumento da cotação do combustível, estaria sendo enfrentado com firmeza pela Arábia Saudita e por três outros integrantes da Opep, o cartel dos países exportadores de petróleo. Os sauditas já elevaram a sua produção de 700 mil barris por dia, enquanto Kuait, Emirados e Nigéria planejam chegar conjuntamente a mais 300 mil barris por dia, para compensar a queda de produção da Líbia.Esses reforços deverão conter a elevação dos preços dos combustíveis, sendo improvável que se realize a previsão pessimista que surgiu logo após as crises no Egito,Tunísia e Líbia, segundo a qual o petróleo chegaria em breves semanas na casa de US$ 200 ao barril.

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