domingo, 20 de março de 2011

SOBRE FUSÃO EM STAND-BY, HEDGES E SHARES

** Desde janeiro o processo oficial que deverá permitir a fusão entre a chilena Lan e a brasileira Tam entrou em compasso de espera por iniciativa do chamado Tribunal de Defesa da Libre Competência de Santiago, que corresponde ao Cade brasileiro, tendo como função a de analisar se fusões ou acordos entre duas ou mais empresas ferem os interesses de outras ou estão em contraste com a legislação em vigor.A decisão do Tribunal veio depois que recebeu do Conadecus, que é o orgão de defesa do consumidor, pedido para que antes da aprovação fosse realizada consulta pública no país, para conhecer a opinião dos chilenos sobre as vantagens ou eventuais danos que a fusão entre a Lan e a Tam causaria ao consumidor chileno.Observadores e analistas concordam em afirmar que o resultado da consulta será favorável à fusão entre as duas empresas aéreas, mas se essa exigência for implementada poderá haver um atraso imprevisto no andamento do inteiro processo.As pressões até agora exercida pelas duas aéreas, para que a consulta seja realizada logo ou simplificada, por ser previsível que os chilenos aprovarão o projeto, ainda não tem recebido resposta do Tribunal.
**O governo está decidido a utilizar o regime de concessão de terminais aéreos, para atrair a iniciativa privada a investir nos principais aeroportos do país, entre os 67 atualmente administrados pela Infraero.Segundo declarações da presidente da República, haverá também a participação do governo nesses investimentos, fazendo concessões ao setor privado.Isso sem dúvida facilitará o início de obras em consórcios naqueles aeroportos cujo movimento doméstico e internacional garante resultados operacionais positivos também após a conclusão da Copa do Mundo e da Olimpíada. Sobre o problema dos aeroportos brasileiros, o presidente da IATA, Giovanni Bisignani, declarou em Bogota onde chegou de São Paulo, que na quarta-feira visitou as instalações aeroportuárias da capital paulista: "O problema é dramático, porque o aeroporto de São Paulo não pode absolutamente atender as suas necessidades atuais. E, em vista de compromissos tão importantes como as Olimpíadas e a Copa do Mundo,se o novo governo não investir rapidamente vai ser um grande problema, não para o transporte aéreo,e sim para a imagem do país".
** As maiores empresas aéreas do país estão realizando operações de proteção (hedge) dos preços que pagarão para o petróleo nos próximos meses, depois que a cotação do combustível de avião chegou aos US$ 100, com possibilidade de aumentar mais em vista do conflito na Líbia, que está afetando a extração diária do petróleo do país e das agitações sociais que estão se verificando em vários outros países da África e do Oriente Médio.A Tam tem uma cobertura do hedge para 25% de sua compras de combustível previstas para os próximos 12 meses; a Gol informou que o dela está em 20%,índice que, apesar de não ter sido divulgado, deve ser também aquele da Azul , da Avianca e da WebJet.
**A demanda nas rotas domésticas no mês passado cresceu 9,3%, em comparação com 2010,mas houve redução da taxa de ocupação de 70,96% para 68,48%, devido ao aumento de 13,31% da oferta. O mesmo índice de aumento da oferta foi registrado nas rotas internacionais operadas por empresas nacionais , mas o crescimento da demanda (12,19%) deixou praticamente alterada em cerca de 75% a taxa de ocupação.A maior novidade do setor doméstico foi o fato da Gol/Varig superar pela primeira vez, com uma diferença de apenas poucos décimos de ponto a Tam na participação de mercado : 39,77% contra 39,59% da congênere.A Tam, que aumentou junto com a Pantanal  de 11,6% a sua oferta de assentos/km (ASK) viu o seu índice de ocupação cair de 6,2 pontos,para 62,8%.Ao mesmo tempo, as empresas menores chegaram a deter um total de 20,6% do share : a Azul chegou a 7,96% , a WebJet a 5,89% , a Trip a 2,77% e a Avianca a 2,58%.Nas rotas internacionais a Tam ficou com 85,85% de participação, seguida pela Gol/Varig com 12,92% e pela Avianca com 1,22%.Comentando a perda da liderança na participação de mercado,afirmando que em fevereiro houve uma redução na participação de passageiros viajando a lazer, sendo que o período de férias de havia en cerrado. De sua parte a Gol não quis dar muita ênfase ao fato de ter conquistado o primeiro lugar, admitindo que será difícil manter a posição nos meses vindouros.

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